1 alegria: “fulano” started follow you.


“Tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras; sou irritável e piro facilmente; também sou muito calma e perdoo logo; não esqueço nunca; mas há poucas coisas de que eu me lembre; sou paciente, mas profundamente colérica, como a maioria dos pacientes; as pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdoo de antemão; gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo; nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrando? Tenho uma paz profunda, somente porque ela é profunda e não pode ser sequer atingida por mim mesmo; se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz; quanto a minha paz superficial, ela é uma alusão à verdadeira paz; outra coisa que esqueci é que há outra alusão em mim - a do mundo grande e aberto; apesar do meu ar duro, sou cheia de muito amor e é isso o que certamente me dá uma grandeza.”
Clarice Lispector.  (via pecadilho)

“Preciso admitir, sou muito irônica, e grossa as vezes, um pouco meiga de vez em quando. Gosto do meu lado apaixonada, mas quase nunca aparece. E meu lado safado chega a me assustar. Protetora e ciumenta ao extremo. Tenho um gênio difícil e um temperamento forte. As vezes sou barraqueira, outras, calma até demais. Dura como uma pedra e frágil como um vidro. Mais conhecida como a rainha do drama, essa sou eu. E sabe o que mais me assusta? Ainda tem gente que gosta.”
Tati Bernardi.   (via pecadilho)

“Já me enganei milhares de vezes pensando ter achado o “amor da minha vida”… E agora com você, eu juro, juradinho, não vou pedir nada, nem acender vela, muito menos fazer orações pra que isso dê certo, acredito que se fomos feitos pra ficarmos juntos, o destino vai dar um jeito de cuidar disso.”
Carol Alves (via whisky-e-red-bull)

“Uma vez aconteceu uma história muito louca. Estava andando numa dessas ruas do Leblon, e vi uma casa linda, bixo. Um jardim com rosas que me encantaram. Não deu outra…pulei o muro e consegui arrancar uma. O cara que tomava conta da casa veio correndo, mas quando me reconheceu, ficou meio com cara de paisagem, sem entender. Expliquei que estava indo encontrar uma garota e tal e que levaria aquela rosa. Antes de ir, ainda disse:
- Foi por amor, o assassinato da flor…
Não deu outra, virou musica.”
Cazuza, entrevista a uma revista.  (via pecadilho)